Escolher o regime tributário é uma das decisões mais importantes para o bolso de qualquer empresa. Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real têm regras, alíquotas e obrigações completamente diferentes — e a escolha errada pode significar pagar muito mais impostos do que o necessário.
O que é o Simples Nacional?
É um regime simplificado para micro e pequenas empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Todos os tributos federais, estaduais e municipais são pagos em uma única guia (DAS), com alíquotas que variam conforme o anexo da atividade e o faturamento.
Para muitas empresas de serviços, por exemplo, a comparação entre o Anexo III e o Anexo V é decisiva: a alíquota inicial depende da relação entre folha de pagamento e receita bruta — o chamado “fator R”.
O que é o Lucro Presumido?
É um regime em que a base de cálculo do Imposto de Renda e da CSLL é determinada por presunção: a Receita Federal aplica um percentual fixo sobre a receita bruta, conforme a atividade. É indicado para empresas com faturamento de até R$ 78 milhões e margens de lucro maiores que os percentuais de presunção.
Como escolher?
Não existe regime “melhor” em abstrato — tudo depende dos números reais da sua empresa. Os principais fatores são:
- Faturamento: o Simples tem limite de R$ 4,8 milhões por ano;
- Atividade: cada anexo do Simples tem alíquotas diferentes;
- Folha de pagamento: influencia diretamente o fator R e o anexo do Simples;
- Margem de lucro: quanto maior a margem, mais vantajoso pode ser o Lucro Presumido;
- Créditos de PIS/COFINS: empresas que tomam muitos créditos podem se beneficiar do Lucro Presumido.
A melhor forma de decidir é simular os regimes com os números reais da empresa. Essa simulação faz parte do nosso planejamento tributário e costuma revelar economias significativas.
